LIVRETO CELEBRATIVO
CELEBRAÇÃO DA PALAVRA DA SEGUNDA-FEIRA DA 5ª SEMANA DA QUARESMA

23.03.2026

RITOS INICIAIS

CANTO DE ENTRADA

Reunido o povo, o diácono dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.

Chegando ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras.

ANTÍFONA DE ENTRADA 
(Cf. Sl 55, 2)

Se não há cântico de entrada, recita-se a antífona:
Tende pena e compaixão de mim, ó Deus, pois há tantos que me calcam sob os pés, e agressores me oprimem todo o dia!
SAUDAÇÃO

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o diácono diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
℟.: Amém.

O diácono, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres.: A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de jesus cristo, nosso senhor, estejam convosco.

℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

O diácono ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.

ATO PENITENCIAL

Pres.: Em Jesus Cristo, o Justo, que intercede por nós e nos reconcilia com o Pai, abramos o nosso espírito ao arrependimento para sermos dignos de nos aproximar da mesa do Senhor.

Após um momento de silêncio:

Pres.: Senhor, que na cruz perdoastes o ladrão arrependido, tende piedade de nós. 
℟.: Senhor, tende piedade de nós.

Pres.: Cristo, que nos mandantes perdoar-nos mutuamente antes de nos aproximar do vosso altar, tende piedade de nós.
℟.: Senhor, tende piedade de nós.

Pres.: Senhor, que confiantes à vossa Igreja o ministério da reconciliação, tende piedade de nós. 
℟.: Senhor, tende piedade de nós.

Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
℟.: Amém.

ORAÇÃO COLETA

Pres.: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo. Então o diácono abrindo os braços reza:
Ó Deus, que pela vossa graça inefável nos enriqueceis de todos os bens, concedei-nos passar da antiga à nova vida, a fim de que estejamos preparados para a glória do vosso reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
℟.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
(Dn 13, 1-9. 15-17. 19-30. 33-62)

Leitor: Leitura do Livro do Deuteronômio
Naqueles dias, a assembleia condenou Susana à morte. Susana, porém, chorando, disse em voz alta: “Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça! Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!“ O Senhor escutou sua voz. Enquanto a levavam para a execução, Deus excitou o santo espírito de um adolescente, de nome Daniel. E ele clamou em alta voz: “Sou inocente do sangue desta mulher!”  Todo o povo então voltou-se para ele e perguntou: “Que palavra é esta, que acabas de dizer?” De pé, no meio deles, Daniel respondeu: “Sois tão insensatos, filhos de Israel? Sem julgamento e sem conhecimento da causa verdadeira, vós condenais uma filha de Israel? Voltai a repetir o julgamento, pois é falso o testemunho que levantaram contra ela!” Todo o povo voltou apressadamente, e outros anciãos disseram ao jovem: “Senta-te no meio de nós e dá-nos o teu parecer, pois Deus te deu a honra da velhice”. Falou então Daniel: “Mantende os dois separados, longe um do outro, e eu os julgarei”. Tendo sido separados, Daniel chamou um deles e lhe disse: “Velho encarquilhado no mal! Agora aparecem os pecados que estavas habituado a praticar. Fazias julgamentos injustos, condenando inocentes e absolvendo culpados, quando o Senhor ordena: ʽTu não farás morrer o inocente e o justo!ʼ Pois bem, se é que viste, dize-me à sombra de que árvore os viste abraçados?” Ele respondeu: “À sombra de uma aroeira”. Daniel replicou “Mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus, tendo recebido já a sentença divina, vai rachar-te pelo meio!” Mandando sair este, ordenou que trouxessem o outro: “Raça de Canaã, e não de Judá, a beleza fascinou-te e a paixão perverteu o teu coração.  Era assim que procedíeis com as filhas de Israel, e elas por medo sujeitavam-se a vós. Mas uma filha de Judá não se submeteu a essa iniquidade. Agora, pois, dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?” Ele respondeu: “Debaixo de uma azinheira.” Daniel retrucou: “Também tu mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para cortar-te ao meio e para te exterminar!” Toda a assistência pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam.  E voltaram-se contra os dois velhos, pois Daniel os tinha convencido, por suas próprias palavras, de que eram falsas testemunhas. E, agindo segundo a lei de Moisés, fizeram com eles aquilo que haviam tramado perversamente contra o próximo. E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente.
Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL
(Sl 22(23), 1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 4a))

— Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo.

 O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.

— Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

— Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.

— Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

GLÓRIA A VÓS, SENHOR JESUS, 
PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS!

NÃO QUERO A MORTE DO PECADOR, 
DIZ O SENHOR, MAS QUE ELE VOLTE, 
SE CONVERTA E TENHA VIDA.

GLÓRIA A VÓS, SENHOR JESUS, 
PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS!

EVANGELHO
(Jo 8, 1-11)

O diácono dirige-se ao ambão e diz:
℣.
O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

O diácono diz:
℣.Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono proclama o Evangelho.
℣.
 Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?” Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio, em pé. Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu, também, não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.
℣.Palavra da Salvação.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, dizendo em silêncio a oração.

HOMILIA

Em seguida, faz-se a homilia, ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.

ORAÇÃO DOS FIÉIS

Pres.: Irmãos e irmãs, chamados à conversão neste tempo santo da Quaresma, elevemos com confiança nossas preces a Deus, que é rico em misericórdia e sempre atento ao clamor do seu povo.
℟.: Senhor, ouvi a nossa prece.

1. Pela Igreja, para que, fortalecida pela oração e pela penitência, seja sinal vivo de esperança e instrumento de reconciliação no mundo, rezemos ao Senhor.

2. Pelos governantes e por todos os povos, para que busquem a justiça, promovam a paz e conduzam a humanidade pelos caminhos do bem comum, rezemos ao Senhor.

3. Por todos nós, aqui reunidos, para que este tempo de graça renove nossa fé, nos conduza à conversão sincera e nos aproxime cada vez mais de Deus, rezemos ao Senhor.

Pres.: Deus de bondade e compaixão, acolhei as preces do vosso povo e concedei-nos a graça de viver intensamente este tempo de conversão, para que, renovados no espírito, alcancemos a plenitude da vida nova. Por Cristo, nosso Senhor. 
℟.: Amém.

OFERTÓRIO

Inicia-se o canto do ofertório, enquanto o diácono coloca no altar o corporal com a ambula com as reservas eucarísticas guardadas no sacrário.

ORAÇÃO DO SENHOR

Tendo colocado o cibório sobre o altar, o diácono diz unindo as mãos:
Pres.: O banquete da Eucaristia é sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna. Unidos como irmãos e irmãs, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:
O diácono abre os braços e prossegue com o povo:
℟.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O diácono prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O diácono une as mãos. 
℟.: 
Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O diácono, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O diácono une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
℟.: Amém.

O diácono, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: 
A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.

SAUDAÇÃO DA PAZ

Em seguida, se for oportuno, o diácono diz:
℣.: Em Jesus, que nos tornou todos irmãos e irmãs com sua cruz, saudai-vos com um sinal de reconciliação e de paz.
E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; 

O diácono faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre o cibório, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Quem come minha Carne e bebe meu Sangue permanece em mim e eu nele. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

Em seguida, toma o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℟.: Amém.
E comunga.

Enquanto o diácono comunga do Corpo de Cristo, faça-se a oração da comunhão espiritual e em seguida inicia-se o canto da comunhão.

ORAÇÃO DE COMUNHÃO ESPIRITUAL 

Todos: Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me convosco inteiramente. Ah! Não permitais que torne a Separar-me de vós! Amém!

COMUNHÃO

ANTÍFONA DE COMUNHÃO
(Jo 8, 10-11)

Se, porém, não se canta, a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou então pelo próprio diácono depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis:
℣.: Mulher, ninguém te condenou? Ninguém, Senhor. Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais.

Terminada a distribuição, o diácono se dirige ao sacrário, onde guardará novamente o cibório. 

Voltando-se para o altar, recolhe o corporal estendido e guarda-o.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o diácono, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: 
Oremos
Em seguida, o diácono, de braços abertos, profere a oração:
Revigorados, Senhor, pelos benefícios deste sacramento, nós vos pedimos que ele nos purifique sempre dos vícios, para que, seguindo a Cristo, corramos ao vosso encontro. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém

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ORAÇÃO POR OCASIÃO DO  JUBILEU DOS 5 ANOS DA ARQUIDIOCESE DE SÃO JOÃO DEL CREEPER
Somente no território de São João Del Creeper

Pres.: Ó Deus Pai, Filho e Espírito Santo, nós te damos graças e te bendizemos por tantas maravilhas realizadas na tua Igreja nesta Arquidiocese de São João del Creeper, ao longo destes cinco anos de ação evangelizadora. Conduzidos pela caridade de Cristo, somos chamados a testemunhar com fé, esperança e caridade, na justiça e na paz, o Batismo que nos lavou, o Sangue que nos deu nova vida e o Espírito que nos ungiu. Anunciando a Boa-Nova em novos tempos, queremos seguir em missão, atentos aos clamores e às necessidades de nossos irmãos, guiados e iluminados pelo teu Espírito, vivendo da misericórdia que vem de ti. Dá-nos a graça de responder com fidelidade às exigências da ação evangelizadora da Igreja, formando teu povo e colaborando na construção do teu Reino. Nossa Senhora do Pilar, nossa Mãe e Padroeira, intercede por nós. 
℟.: Amém
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ORAÇÃO POR OCASIÃO DO  JUBILEU DOS 5 ANOS DA ARQUIDIOCESE DE  MARIANA
Somente no território de Mariana

Pres.: Senhor Deus, agradecemos pelos cinco anos da Arquidiocese de Mariana, sinal da vossa graça e presença entre nós. Abençoai nossos pastores e todo o povo de Deus, renovai nossa fé, nossa unidade e ardor missionário, para que sejamos uma igreja fiel ao evangelho. Sob a proteção de Nossa Senhora, conduzi-nos sempre no caminho da esperança e do amor. Por Cristo nosso Senhor
℟.: Amém
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RITOS FINAIS

BÊNÇÃO FINAL
(Oração sobre o povo para o Tempo Quaresmal)

Se for necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

Em seguida, faz-se a despedida. O diácono, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

Pres.: Nós vos pedimos, Senhor, libertai dos pecados o povo que vos suplica, para que, vivendo em santidade, não seja atormentado por mal algum. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

Pres.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.
℟.: Amém.

Depois, o diácono diz ao povo, unindo as mãos:
Diác. ou Pres.: Ide em paz, e anunciai o Evangelho do Senhor.
℟.: Graças a Deus!


Então o diácono beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.