LIVRETO CELEBRATIVO

QUARTA-FEIRA DO TEMPO DO NATAL DEPOIS DA EPIFANIA

07/01/2026

RITOS INICIAIS

CANTO DE ENTRADA

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.

Chegando ao altar e feito a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se por oportuno, incensa-o. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras.

ANTÍFONA DE ENTRADA
(Gl 4, 4-5)

Se não há cântico de entrada, recita-se uma antífona:
Deus inveje o seu Filho, nascido de uma mulher, para que todos recebamos a filiação adotiva. 

SAUDAÇÃO

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres.:  Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Nº:  Amém.

O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saudáveis:
Pres.:  Ó Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.
℟.:  Bendito seja Deus que nos reunimos no amor de Cristo.

O padre, diácono ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves palavras, introduzir a oração na missa do dia.

PENITÂNCIA ATO

Pres.:  Irmãos, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios.

Após um momento de silêncio:
Pres.:  Senhor, Filho de Deus, que, nascendo da Virgem Maria, vós fizestes nosso irmão, tende piedade de nós.
℟.:  Senhor, tende piedade de nós.

Pres.:  Cristo, Filho do homem, que conheceis e compreendeis nossas fraquezas, tende piedade de nós.
℟.:  Cristo, tende piedade de nós.

Pres.:  Senhor, Filho primogênito do Pai, que fazeis de nós uma só família, tende piedade de nós.
℟.:  Senhor, tende piedade de nós.

Pres.:  Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Nº:  Amém.

ORAÇÃO COLETA

Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Presidente: Oremos.
E todos oraram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio. Então o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Coleta:
Deus eterno e todo-poderoso, pela vinda do seu Filho Unigênito, você se manifesta em nova luz. Assim como merecemos que ele participe de nossa humanidade, nascendo da Virgem, também podemos participar de sua vida no Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e rainha, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Nº: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
(1Jo 4,11-18)

Leitor:   Leitura da Primeira Carta de São João. 
 Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele. Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo. No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor.
Leitor:  Palavra do Senhor.
Nº: Graças a Deus.

RESPONSORIAL DE SALMO
 (Sl  71(72),1-2.10-11.12-13 (R. cf. 11)


— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!


— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.  ℟.


— Os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhes seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, e todas as nações hão de servi-lo.  ℟.


— Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará. ℟.


ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

ALELUIA, ALELUIA,  ALELUIA, ALELUIA!

Louvai o Senhor Jesus, todos os povos, aceito pela fé no mundo inteiro!

ALELUIA, ALELUIA,  ALELUIA, ALELUIA!

Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a vitória em voz baixa:
Diac.: Dá-me a tua bênção.
O dia diz em vozse:
Presidente: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o teu Evangelho: em nome do Pai e do Filho +  e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
Diac.: Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio.

EVANGELHO
((Mc 6,45-52)

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
℣. : 
O Senhor esteja convosco.
℟.:  Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz:
℣. : Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
Nº: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se por oportuno, incenso o livro e proclama o Evangelho.
℣. :
 Depois de saciar os cinco mil homens, Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles.  Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: "Coragem, sou eu! Não tenhais medo!" Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.
℣. : Palavra da Salvação.
Depois beija o livro, dizendo em silêncio a oração.

HOMÍLIA

Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos os domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.


LITURGIA EUCARÍSTICA

PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS

Inicia-se o canto do ofertório, enquanto o diácono coloca no altar o corporal com a ambula com as reservas eucarísticas guardadas no sacrário.

ORAÇÃO DO SENHOR

Tendo colocado o cibório sobre o altar, o diácono diz unindo as mãos:
Presidente: Antes de participar do banquete da Eucaristia, sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:
O diácono abre os braços e prossegue com o povo:
Nº: Pai nosso que está nos céus, santificado seja o nosso nome; venha a nós o seu reino, seja feito a sua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O diácono prossegue sozinho, de braços abertos :
Presidente: Livrai-nos de todos os homens, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O diácono une as mãos 
Nº: 
Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
O diácono, de braços abertos, diz em voz alta:

Presidente: Senhor Jesus Cristo, disseste aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a tua Igreja; dai-lhe, segundo o seu desejo, a paz e a unidade.
O diácono une as mãos e conclui:
Vós, que é Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
Nº: Amém.

O diácono, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: 
A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.

SAUDAÇÃO DA PAZ

Em seguida, se for oportuno, o diácono diz:
℣.:  Em Jesus, que nos trouxemos todos os irmãos e irmãs com sua cruz, saudai-vos com um sinal de reconciliação e de paz.
E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; 

O diácono faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre o cibório, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.:  Eu sou o pão vivo, que desceu do céu: se alguém vem deste Pão viverá eternamente. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Nº: Senhor, eu não sou digno de entrar na minha morada, mas digo uma palavra e serei salva.

Em seguida, toma o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
℣.:  O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Nº:  Amém.
E comunga.

Enquanto o diácono comunga do Corpo de Cristo, faça-se a oração da comunhão espiritual e em seguida inicie-se o canto da comunhão.

ORAÇÃO DE COMUNHÃO ESPIRITUAL 

Todos: Meu Jesus, eu creio que estes estão presentes no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco come se já estivésseis comigo: uno-me convosco exclusivo. Ah! Não permitais que tornem a Separar-me de vós! Amém! 

COMUNHÃO

Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.

ANTÍFONA DE COMUNHÃO
(Jo 1, 16)

Se, porém, não se canta, a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou então pelo próprio sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis:
℣.:  De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 
Terminado a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Pres.:  Fazei, Senhor, que conservamos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Presidente: Oremos.

Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, profere a oração:
Senhor, que o seu povo, sustentado com tantas graças, possa receber hoje e sempre os dons do seu amor, para que, confortado pelos bens transitórios, busque com mais confiança os bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.
Nº: Amém. 

RITOS FINAIS

BÊNÇÃO FINAL
(Orações sobre o povo)

Segue-se o rito de despedida. O presidente, abrindo os braços, saúde o povo:
Presidente: O Senhor esteja convosco.
 : Ele está no meio de nós.

Pres.:  Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho +  e Espírito Santo.
:℟.  Amém.

Depois, o diácono ou o próprio presidente diz ao povo, unindo as mãos:
Diac. ou Pres.:  Glorificai o Senhor com a vossa vida; ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
℟. : Graças a Deus!


Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.